Antiforma
Antiforma

Reconhecero que é único

maio 2027

Uma visão onde a matéria se transforma em arte, o territórioem palco e o tempo em história.

O território

Há lugares cuja identidade se constróià superfície. Aqui, começou muito antes.

No coração do Anticlinal de Estremoz, milhões de anos deram origem a uma matéria extraordinária. Ao longo dos séculos,o mármore moldou a paisagem, fez nascer conhecimento, indústriae ofícios, marcou cidades e atravessou gerações.

Hoje, este território prepara-se para revelar ao mundo uma nova dimensão daquilo que sempre teve debaixo dos pés.

Sobreiro solitário ao pôr do sol na planície alentejana

Definição do projeto

Este projeto transforma o territóriodos mármores do Alentejo numa grande exposição de arte contemporânea, arquitetura e design.

Artistas portugueses e internacionais são convidados a criara partir do território e dentro dele, num diálogo direto com o mármore,a paisagem, a indústria, o conhecimento acumuladoe as comunidades que há gerações vivem esta matéria.

As obras não chegam simplesmente ao Alentejo. Nascem dele.

Menires sob a Via Láctea no Alentejo

1

Matéria

Superfície de mármore branco com veios

+30

criadores de diferentes disciplinas e geografias

EscultoresArquitetosDesignersArtistas contemporâneos

Retrato a preto e branco
Retrato a preto e branco
Retrato a preto e branco
Retrato a preto e branco
Retrato a preto e branco

5

Municípios

Território

AlandroalBorbaEstremozRedondoVila Viçosa

Vista de vila alentejana a preto e branco
Vista de vila alentejana a preto e branco
Vista de vila alentejana a preto e branco
Vista de vila alentejana a preto e branco
Vista de vila alentejana a preto e branco

Uma visão comum.

Um território inteiro em movimento.

Municípios, empresas, instituições, comunidades e agentes culturais unidos por uma mesma ambição: revelar o extraordinário valor de um território através daquilo que o torna único.

Espaços públicos, património arquitetónico e histórico, paisagens e pedreiras tornam-se lugares de encontro entre arte, matéria e pessoas.

Propósito

Há coisas tão próximas de nós que deixamos de perceber o quanto são extraordinárias.

O mármore do Alentejo é uma delas.

Na forma, na cor, na luz e na qualidade, existe aqui uma matéria singular, nascida deste território e reconhecida muito para além dele.

Este projeto começa por um gesto simples: voltar a olhar.E reconhecer aquilo que sempre esteve aqui como verdadeiramente único.

Antes de existir uma obra, existiu tempo. Muito tempo.

São necessários milhões de anos para que esta matéria se torne mármore.

Depois vieram as mãos.

As ferramentas.

As cidades.

A arquitetura.

A arte.

Participar neste projeto é acrescentar um novo capítulo a uma história que começou milhões de anos antes de nós e que continuará muito depois de nós.

Criar neste território é também assumir responsabilidade sobre ele.

Este projeto nasce com consciência do lugar que ocupa e da matéria com que trabalha.

Artistas, indústria e comunidade são chamados a criar em equilíbrio com a paisagem, com os recursos e com a identidade do território.

Porque deixar uma marca não significa impor-se ao lugar. Significa fazer parte dele.

O conhecimento acumulado durante gerações encontra agora um novo desafio.

Artistas imaginam.

A indústria torna possível.

O território dá-lhes matéria.

Em cada obra existe o encontro entre visão artística, domínio técnico e um saber-fazer que faz parte da identidade desta região.

Este projeto não mostra apenas aquilo que o mármore é. Desafia aquilo que ainda pode vir a ser.

Uma matéria pode sustentar uma indústria.

Pode definir uma paisagem.

Pode contar a história de um território.

E pode também abrir o seu futuro.

Este projeto pretende aproximar novas gerações, novos criadores e novos públicos desta matéria.

Criar novas relações.

Novas aplicações.

Novas possibilidades.

Porque reconhecer o valor do mármore é também imaginar tudo aquilo que ainda podemos fazer com ele.

Vista aérea de blocos de mármore alinhados
Pormenor de pedra com veios alaranjados
Vista aérea de um parque de blocos de mármore
Pormenor de cantaria em mármore branco
Pormenor de cristais minerais alaranjados

Diferenciação

Uma galeria sem paredes.Um território inteiro comoespaço expositivo.

Esta exposição leva a arte para onde a matéria nasce.

Entre cidades, património, paisagens e pedreiras, artistas nacionais e internacionais encontram no Alentejo aquilo que nenhum museu pode oferecer da mesma forma: a matéria, o conhecimento, a capacidade industrial e o próprio território onde a obra ganha significado.

Uma exposição a céu aberto, acessível a todos e impossível de separar do lugar onde acontece.

Públicos

Grupo A

ArquitetosDesignersPrescritoresProfissionais do Setor

Grupo B

ComunidadeTuristasAcademiasPúblico Geral

Grupo C

ArtistasCuradoresMediaInstituições MunicipaisEntidades Culturais

Um projeto com diferentes portas de entrada, mas uma experiência comum: descobrir novas possibilidades na mesma matéria.

Esta exposição não pretende apenas mostrar obras. Pretende mudar olhares.

Perante a mesma matéria, cada pessoa descobre uma possibilidade diferente.

Um arquiteto vê escala.

Um designer vê aplicação.

Um artista vê expressão.

Um prescritor vê projeto.

Um distribuidor vê novos mercados.

A comunidade reconhece uma parte da sua identidade.

O mármore é o mesmo. O que muda é tudo aquilo que passamos a conseguir ver nele.

Esculturas em mármore num jardim
Mão sobre peça de mármore em produção

Pilares de Comunicação

Antes de projetar o futuro, é preciso reconhecer aquilo que já temos.

Reconhecer um território onde cultura, indústria e paisagem são inseparáveis.

Reconhecer a qualidade e a nobreza de uma matéria com projeção internacional.

Reconhecer o conhecimento de quem a extrai e transforma.

Reconhecer o seu valor para a economia e para a comunidade.

E reconhecer neste património um potencial cultural e turístico capaz de projetar o território muito para além das suas fronteiras.

Reconhecer é o primeiro passo para voltar a dar valor ao que é único.

Criar algo destinado a permanecer começa por compreender aquilo que não podemos perder.

Responsabilidade está presente em todas as dimensões deste projeto.

Na forma como a matéria é extraída.

Na forma como a indústria evolui.

Na forma como os artistas intervêm.

Na relação de cada obra com a paisagem e com as comunidades.

Não basta criar algo extraordinário. É preciso fazê-lo da forma certa.

O mármore mede o tempo numa escala diferente da nossa.

Milhões de anos para nascer.

Milhares de anos a acompanhar civilizações.

Séculos a construir cidades, monumentos e lugares sagrados.

É matéria ligada ao permanente, ao monumental e ao eterno.

Este projeto inscreve o presente nessa longa história. Porque também o nosso tempo merece deixar uma marca.

A arte é aquilo que torna possível olhar novamente para aquilo que julgávamos conhecer.

É ela que aproxima artistas e indústria.

Que transforma conhecimento técnico em novas possibilidades.

Que leva o território a novos públicos.

Neste projeto, cada obra nasce do encontro entre imaginação e capacidade de fazer.

E cada artista acrescenta uma nova interpretação a uma matéria que atravessa milhares de anos de história.

A arte não vem apenas ocupar o território. Vem revelar aquilo que nele ainda não tínhamos visto.

Tudo começa na matéria.

É ela que define este território.

É ela que desafia a técnica.

É ela que resiste ao tempo.

Mas o seu valor nunca está apenas naquilo que é.

Está também naquilo em que alguém consegue imaginar que se pode transformar.

Naming

Antiforma

Mármore com dobras geológicas

Na geologia, uma antiforma é uma macroestrutura tectónica, uma forma criada por forças profundas e invisíveis que transformam lentamente a matéria e o território.

No Anticlinal de Estremoz, essa ideia ganha um significado particular.

O nome nasce dessa ligação à geologia, mas abre-se à arte, ao design e à arquitetura.

ANTIFORMA fala de origem e transformação. De território e criação. Daquilo que existe e daquilo que ainda pode ganhar forma.

Assinatura

A geometria do mármore

O mármore nasce da geologia, mas revela-se através de linhas, volumes, veios, cortes, escalas e formas.

"A geometria do mármore" transforma essa característica numa ideia de território: uma matéria que desenha a paisagem e uma exposição que cria uma nova geografia através da arte.

Em contraste com ANTIFORMA, a assinatura introduz ordem, estrutura e matéria.

Entre forma e antiforma nasce o espaço conceptual da exposição.

Naming

Antiforma

Assinatura

A geometria do mármore

Direção artística e curadoria

OliviaPutman

Designer e curadora francesa, formada em História da Arte pela Sorbonne, Olivia Putman dirige o Studio Putman desde 2007, dando continuidade a uma referência internacional nas áreas do design, arquitetura, arte e cenografia.

Em ANTIFORMA, assume a direção artística e a curadoria da exposição.

A sua visão será determinante para estabelecer o diálogo entre artistas, obras, matéria e território, construindo uma experiência coerente à escala dos cinco municípios.

Sob a sua direção artística, o mármore do Alentejo deixa de ser apenas matéria de construção para se afirmar, perante novos públicos, como matéria de criação contemporânea.

Retrato de Olivia Putman

Convite

Há projetos que se visitam.

Outros em que se escolhe participar.

ANTIFORMA nasce com a ambição de colocar o território e o mármore do Alentejo no mapa internacional da criação contemporânea.

Uma exposição a céu aberto, sem precedentes na sua relação entre arte, matéria, indústria e território.

Mas um projeto desta dimensão não se constrói apenas com obras e artistas. Constrói-se com municípios, empresas, instituições, comunidades e parceiros que reconhecem a oportunidade de fazer parte de algo maior.

Convidamo-lo a ocupar o seu lugar nesta história.

A apoiar a sua concretização.

A ampliar a sua projeção.

E a contribuir para que aquilo que é único neste território seja reconhecido muito para além dele.

ANTIFORMA será feita de mármore, arte e território. Mas será a rede de pessoas que se juntar a ela que determinará até onde pode chegar.

Praça de vila alentejana com castelo ao fundo
Pormenor de pedra com veios alaranjados
Vista aérea de uma pedreira de mármore
Sobreiro na planície alentejana

Agora é tempo de dar formaao que vem a seguir.

ANTIFORMA

A geometria do mármore